Japão - análise de mercado [2025]
- pdsfernandes
- 9 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de mar.

O consumo pessoal de vinho é de aproximadamente 3,2 litros por pessoa. Tradicionalmente o Japão não tem cultura de beber vinho, no entanto, tornou-se uma cultura progressiva. O consumo médio de consumo no Japão continuou a crescer lentamente, tendo triplicado nos últimos 30 anos.
Uma das razões pelas quais a indústria vinícola japonesa é única é a presença da Associação Japonesa de Sommerliers, que tem mais de 50 anos de história e o seu próprio diploma. É uma organização com mais de 33.000 membros que desempenham um papel importante na educação sobre vinhos. Os japoneses adoram estudar e, por isso, adquirem qualificações no setor do vinho.
Os profissionais do vinho têm um forte interesse em regiões novas e desconhecidas e também em variedades novas e raras. Normalmente quando há feiras de provas fazem questões muito detalhadas sobre aspetos do vinho.
Por outro lado, os pontos críticos de vinho não são apenas os concorrentes de vinho, pois o mercado de álcool japonês é altamente sofisticado. Tradicionalmente o saquê e bebidas destiladas japonesas são consumidas, mas as cervejas e RTDs (Ready to Drink - são bebidas que habitualmente consumimos num bar, mas disponibilizadas ao consumidor final já preparadas para consumo dentro e fora de portas) correspondem a mais de metade do consumo de álcool no Japão.
O vinho representa apenas 4% do consumo total de álcool e desse consumo, uma grande parte vem do vinho de baixo preço vendido em supermercados, lojas de desconto e lojas de conveniência. Portanto, o tamanho do mercado para vinhos de valor premium é muito limitado.
(confira no link abaixo a nossa análise técnica)
ESCRITO POR:
Pedro Fernandes

Pedro Fernandes é um Enólogo português que desde os 11 anos está ligado á Vitivinicultura, onde desde cedo começou a fazer os primeiros vinhos com o seu pai e a fazer trabalhos como a poda.
Desde lá nunca parou e em 2018 decide dedicar-se ao setor do vinho, começando por fazer "tudo ao contrário". Começou por tirar cursos de especialização de vinhos como o WSET (Direct Wine) e o Wine Expertise (ISAG) em 2018/2019. Depois forma-se na Universidade de Nebrijia em Madrid, tirando um MBA de Enologia (2020). Já em 2021, com 39 anos, decide tirar uma Licenciatura em Enologia (UTAD), e contrariando todas as probabilidades, termina o curso em 2024.
Pelo caminho cria a sua primeira marca pessoal de vinho - Chãos - e estagiou no prestigiado Chateau Latour (em Bordéus).
Atualmente exerce consultoria no setor do vinho, onde desempenha um papel não só de enólogo, mas também criando uma estratégia de negócio para os produtores de vinho, com uma visão atual do mercado, onde passa pelos recursos do Marketing Digital e Enoturismo.



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