Tinto Cão: A Casta que Une Tradição e Elegância no Douro
- pdsfernandes
- 4 de mai.
- 2 min de leitura

= TINTO CÃO =
No coração do Douro, entre socalcos e paisagens deslumbrantes, cresce uma casta que, apesar de discreta, desempenha um papel fundamental na identidade dos vinhos portugueses: a Tinto Cão.
Uma História de Resiliência
Cultivada na região do Douro desde o século XVIII, a Tinto Cão sempre foi reconhecida pela qualidade dos vinhos que produz. No entanto, a sua baixa produtividade fez com que muitos viticultores a deixassem de lado em favor de variedades mais rentáveis. Foi apenas na década de 1980 que enólogos redescobriram o seu potencial, especialmente na produção de vinhos do Porto de alta qualidade.
Características Distintas
A Tinto Cão é conhecida por cachos pequenos e maturação tardia. Apesar disso, apresenta uma resistência notável a doenças e à podridão, além de suportar bem altas temperaturas — características valiosas em tempos de mudanças climáticas.
Os vinhos produzidos com esta casta são intensamente coloridos, com aromas delicados e florais. Na boca, revelam taninos suaves e uma acidez equilibrada, conferindo-lhes excelente capacidade de envelhecimento.
Presença em Diversas Regiões
Embora o Douro seja o seu berço, a Tinto Cão também é cultivada em outras regiões portuguesas, como o Dão, Estremadura e Península de Setúbal, embora em menor escala. A sua versatilidade permite que seja utilizada tanto em vinhos de lote quanto em varietais, sempre agregando complexidade e elegância.
HARMONIZAÇÃO:
Os vinhos de Tinto Cão harmonizam bem com pratos de sabor intenso, como carnes vermelhas grelhadas, caça e queijos curados. A sua estrutura e acidez também os tornam excelentes companheiros para pratos tradicionais portugueses.
(confira no link abaixo a nossa ficha técnica)
ESCRITO POR:
Pedro Fernandes

Pedro Fernandes é um Enólogo português que desde os 11 anos está ligado á Vitivinicultura, onde desde cedo começou a fazer os primeiros vinhos com o seu pai e a fazer trabalhos como a poda.
Desde lá nunca parou e em 2018 decide dedicar-se ao setor do vinho, começando por fazer "tudo ao contrário". Começou por tirar cursos de especialização de vinhos como o WSET (Direct Wine) e o Wine Expertise (ISAG) em 2018/2019. Depois forma-se na Universidade de Nebrijia em Madrid, tirando um MBA de Enologia (2020). Já em 2021, com 39 anos, decide tirar uma Licenciatura em Enologia (UTAD), e contrariando todas as probabilidades, termina o curso em 2024.
Pelo caminho cria a sua primeira marca pessoal de vinho - Chãos - e estagiou no prestigiado Chateau Latour (em Bordéus).
Atualmente exerce consultoria no setor do vinho, onde desempenha um papel não só de enólogo, mas também criando uma estratégia de negócio para os produtores de vinho, com uma visão atual do mercado, onde passa pelos recursos do Marketing Digital e Enoturismo.





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